domingo, 25 outubro 2020.
O fato de a direita no Brasil ser ainda pouco organizada não é atestado de inexistência e nem de pequenez. Se não houvesse direita no Brasil, não teríamos milhões se manifestando nas redes sociais, nos bares e nas ruas.
Precisamos sim conhecer o viés ideológico do candidato. Mas não é somente isso que pode definir o voto. Ideologia é muito bonita, mas de boas intenções o inferno está cheio. E quanto às propostas dos que se dizem “de direita”?
Não ter medo hoje é uma rebeldia contra o sistema: todos os rígidos protocolos impostos à população já se mostraram ineficazes, mas mesmo assim, o governo cada dia cria mais uma regrinha estúpida que não impede a proliferação do vírus mas faz da vida do cidadão um inferno.
Não tenho dúvidas de que estamos voltando à selvageria dos bárbaros. Bastar olhar para os vizinhos que denunciam aglomeração, pessoas que agridem umas às outras por causa de máscara, médicos que deixam seus pacientes morrerem por se recusarem a fazer um tratamento precoce que está salvando milhares de pessoas pelo mundo, jornalistas inescrupulosos que omitem, mentem e manipulam e políticos desumanos que estão tirando proveito da pânico da população para avançar seu poder sobre ela.
Hoje vemos governadores e prefeitos rasgando a Constituição Federal com decretos que desrespeitam a dignidade da pessoa humana, violam as liberdades individuais e consolidam a vileza e o despotismo como modelo social. Eu não tenho dúvida de que os decretos desses governadores têm o objetivo de enfraquecer até matar os idosos.
Alguns movimentos sociais alegam tomarem para si a responsabilidade de guardar e lutar pela democracia em nosso país, mas em geral o conceito de democracia sequer é conhecido pelas pessoas envolvidas no debate público, o que faz boa parte da argumentação permanecer no limite da opinião pessoal.
Achar que uma pena, uma peruca ou uma toga transforma um ser humano imperfeito, vaidoso e orgulhoso em um santo protetor da justiça, é ingenuidade, quase leviana. É um crime moral.
O modus operandi dos “antifascistas” é exatamente idêntico ao que foi utilizado pelo regime nazista alemão, e os intelectuais e a imprensa agem exatamente igual aos seus pares daquela época.
Sara Winter tem o direito de se manifestar, uma vez que se utilizava de atos pacíficos sem qualquer ataque físico a opositores. Ela externava sua discordância com as ações inconstitucionais e antidemocráticas promovidas pela Suprema Corte.
Se a homofobia fosse um problema social verdadeiro e promovido pelo Cristianismo, todos os brasileiros já teriam presenciado gays sendo agredidos por cristãos, o que nunca ocorreu.