A culpa dos evangélicos

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O cavalo criado para o filme Troia, hoje exposto em Çanakkale, na Turquia (Foto: wjarek/Adobe Stock)

Ouçam, eu os envio como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam espertos como serpentes e simples como pombas. Mateus 10:16

Desde que Estevão foi morto por ser cristão (Atos 7:55-60), a noção de que ser cristão em um mundo que jaz no maligno é algo perigoso deveria fazer parte da consciência coletiva do Cristianismo. Mas infelizmente não faz, e o pior é que esperamos os aplausos de um sistema secular, espiritual, filosófica e ideologicamente contrários ao verdadeiro Cristianismo. Viver nesse mundo é literalmente nadar contra a correnteza em um rio de águas sujas e violentas, cheias de entulhos que nos ferem.

Achar que viveremos em uma utópica bolha de um paraíso de prosperidade financeira, ao nos tornamos cristãos e frequentadores de igrejas é uma heresia. Ser fiel e pregar a Palavra de Deus a um mundo que ama o pecado é desafiar o perigo. O Império Romano tinha os seus leões, hoje o império do Politicamente Correto, usa os leões midiáticos para o assassinato de reputação e ataque cristofóbico.

Quando me converti em 1987, o “mundo gospel” era culturalmente bem diferente do que é hoje, músicas como “Situações” do grupo Logos e “Ensina-me” do Asaph Borba, traziam uma mensagem de postura cristã cultural bem diferente da que vivemos hoje. A Igreja, como Corpo de Cristo, estava inserida em um mundo hostil de forma consciente.

A Guerra fria entre EUA e URSS definia de forma clara quem era quem. O Muro de Berlim não era uma lembrança abstrata, ele era real e concreto. Em 1989 quando o Muro caiu, houve uma ilusão de ótica de que o Comunismo que tanto perseguiu o Cristianismo estava acabando. Em 1989 na eleição para presidente, no primeiro turno votei em Mario Covas do PSDB, na época eu achei, “uma opção de centro”. No segundo turno anulei o voto, como brasileiro não podia votar em Collor e como cristão não poderia votar no comunista Lula…

Os anos 90 chegaram, com lideranças como o Caio Fabio, que começaram a serem usados como idiotas uteis para fazer uma ponte entre a Esquerda brasileira e o meio evangélico. Nessa época, para piorar as coisas, chegou a Teologia da Prosperidade, que a estabilidade provocada pelo plano Real ajudou a promover. Foi na década de 90 que tivemos uma safra de crentes materialistas, focados na prosperidade financeira, onde ter e mais importante do que ser, vivendo um utópico paraíso gospel.

Com o crescimento desordenado, perdemos em qualidade. Saímos de 6,6% em 1980 de crentes que sabiam o que era o comunismo, para 22% de não tão crentes, votando na terrorista Dilma em 2010. Em 2002 o publicitário Duda Mendonça, enganou com Lulinha Paz e Amor. E dentro do meio evangélico tivemos aberrações como a comunista Mariana Silva, uma pentecostal das Assembleias de Deus.

De 2002 até 2014, o que eu mais vi foram crentes votando em partidos de Esquerda, como PT, PDT e até PCdoB e PSOL, uma incoerência teológica, filosófica e ideológica; seria como a loucura de judeus democraticamente votarem em partidos Nazistas. Convém lembrar que em 2014 o neopentecostal Edir Macedo, mercenário da fé, da teologia da prosperidade apoiou a comunista Dilma Rousseff.

A Esquerda com sua Hegemonia Cultural se infiltrou dentro do meio evangélico. Em 2018 os crentes acordaram e votaram no candidato vencedor da Direita e a Bancada Evangélica parece finalmente ter saído do armário e se assumido de Direita. De 2002 até 2014 os petistas aparelharam o STF, onde os ministros militantes da Esquerda, avançam com pautas progressistas contrarias ao Cristianismo. Mídia, STF e militância LGBT, cristofóbicos unidos estão atacando o meio cristão.

A morte aos 87 anos de Ruth Bader Ginsburg, a progressista juíza mais antiga da Suprema Corte dos EUA, indicada pelo democrata e progressista Bill Clinton em 1993, é algo que gera debates nos EUA, isso porque agora ela será substituída por um conservador indicado por Donald Trump. O eleitor dos EUA tem consciência da importância de ao votar para presidente, estar influenciando na composição da Suprema Corte. Infelizmente faltou ao evangélico brasileiro esse entendimento.

Todos os crentes que votaram de 2002 até 2014 nos comunistas Lula e Dilma deram asas à cobra do STF marxista. Qual o resultado? Quando a maliciosa pergunta retórica feita a um pastor evangélico sobre “casal” gay dentro de igreja se torna motivo de ataque cristofóbico contra o cristianismo, ou a palavra de uma pastora em 2016 ser motivo de ameaça de processo por “crime de homofobia”, temos a resposta…

Os evangélicos têm que entender que a atual composição cristofóbica e de viés ideológico de Esquerda – que usa do ativismo judicial para impor ao Brasil uma agenda progressista a ponto de atropelar nossa liberdade de expressão e de religião, criminalizando a Teologia Cristã, e é respaldada de forma ilegal pelo atual STF que, legislando no lugar do Congresso, tem criado leis draconianas contra o Cristianismo – é fruto da chegada ao poder do PT, o maior partido comunista da história do Brasil, em 2002 e que se manteve até 2014 com o voto de sim, evangélicos. Tanto é que o PT tem o “núcleo evangélico”.

Os evangélicos que votaram por ignorância ou traição no PT são culpados das ameaças de perseguições que hoje estamos sofrendo. Votar para presidente traz a responsabilidade de indiretamente estar influenciando a escolha de ministro do STF para ficar no cargo até os 75 anos.

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