Mudanças elitistas

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The Lehman Brothers, pintura de Gosse van der Leij.

Grandes mudanças civilizacionais geralmente são concebidas por poderosos. Pessoas comuns estão preocupadas em viver suas próprias vidas. São os poderosos que acham que podem e devem definir o destino dos outros.

O engraçado é que esses poderosos têm tudo o que desejam, possuem autoridade e riquezas em abundância e, ainda assim, querem convencer-nos de que estão insatisfeitos com a situação atual do mundo.

Os poderosos, então, propõem as grandes mudanças mundiais, apresentam-se obviamente como os administradores dessas mudanças e querem fazer acreditar que isso é para o bem de todos. Mas será que existe alguém que crê que eles propõem essas mudanças com a intenção de dividir seu poder e suas riquezas?

Claro que não! Toda vez que a sociedade sofreu mudanças radicais a elite tornou-se mais poderosa, enquanto as pessoas comuns pagaram a conta, sofrendo todo tipo de privações e cerceamentos.

Por isso, mudanças radicais na sociedade sempre são um passo em direção ao totalitarismo.

A elite nunca se dá mal quando há revoluções, exceto quando ela é substituída por uma outra elite. O povo, esse sempre se prejudica.

Portanto, não confie em mudanças radicais, principalmente aquelas propostas pelos poderosos. Elas são uma mera desculpa para lhe aprisionar ainda mais. 

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