A existência desorganizada da direita brasileira

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Manifestação em Copacabana (Rio de Janeiro) contra a corrupção e pelo impeachment da Dilma Rousseff em 13 de março de 2016 (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil).

Na isentolândia e na direita crítica – que é uma espécie de Escola de Frankfurt às avessas –, virou moda dizer que “não há direita no Brasil”.

A realidade é que há e sempre houve direita no Brasil. O fato de ela ser ainda pouco organizada não é atestado de inexistência e nem de pequenez. O problema de ficar repetindo essa mentira é que passa a mensagem de que não existe possibilidade de crescimento e reversão da situação. Se não há direita, com que massa faremos o bolo, certo?

Se não houvesse direita no Brasil, Bolsonaro simplesmente não teria sido eleito; e a criminalidade esquerdista não teria se desnudado em toda a sua sordidez, coberta de desespero por ver gente honesta chegar ao poder e ter milhões se manifestando nas redes sociais, nos bares e nas ruas.

Se não houvesse direita no Brasil, Olavo não venderia tantos livros e não daria tantos cursos; Padre Paulo Ricardo não teria tantos alunos e admiradores; Paulo Francis não teria feito tanto sucesso; Roberto Campos e Merquior não teriam sido tão respeitados; João Camilo não teria sido tão requisitado; Gustavo Corção não teria sido tão influente; e nem Nelson Rodrigues teria se tornado uma lenda; Wilson Martins não teria escrito sua “História da Inteligência Brasileira” e nem Freyre o seu “Casa-Grande & Senzala”.

E nem teríamos, desde os anos 1950, traduções brasileiras de nomes como Fulton Sheen. Uma tradição tradutória, aliás, que veio apresentando ao longo das décadas seguintes nomes importantes como Jean-françois Revel e François Furet, além de inúmeras obras críticas ao comunismo e escritas por especialistas de várias partes do mundo.

Claro, não temos aqui uma força como o Partido Republicano dos EUA, ou uma força combativa como o AfD alemão, mas a organização está nascendo. De um parto doloroso, é certo; mas está nascendo.

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