Recuse imitações! Orientações para um voto consciente

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Cena do filme ”Crossroads”, de 1986.

Eleições municipais se aproximando e vejo, com preocupação, entre os postulantes de várias cidades que acompanho, o ressurgimento do “anti-petismo”. Lógico que o petismo é algo a ser combatido. Disso não restam dúvidas. Mas não basta. Ser “Anti-PT” não é qualificação nenhuma.

O próprio fato de ser “de direita”, aliás, não é nenhuma garantia. Quantos estelionatários eleitorais, que se denominavam “direitistas”, foram eleitos com a “onda conservadora”, em 2018? Qualquer pessoa com intelecto mediano pode ler meia dúzia de livros e replicar discursos ideológicos. Mais fácil ainda é “seguir o fluxo” e começar a gritar as mesmas “palavras de ordem” que o “povão”.

O que tenho observado, até agora, são alguns pré-candidatos focados em atacar determinadas pessoas, outros focados a arrumar algum nicho ideológico e outros focados exclusivamente a apontar problemas. E as propostas?

É inegável que Bolsonaro é uma usina de votos e, portanto, vários candidatos farão de tudo para se alinhar ao presidente. Já teve postulante a prefeito, na Bahia, se lançando como o candidato de Jair e Lula, ao mesmo tempo, tentando conquistar ambos os eleitorados.

O fato é que o Governo Federal está muito longe dos municípios, principalmente dos menores. Em raríssimos casos um prefeito de interior terá acesso direto ao Presidente. Vereador, então, nem se fala. Portanto, se dizer “Bolsonarista”, para angariar apoio, não passa de politicagem pura e simples.

Lógico que, principalmente no Brasil, com a nossa infinidade de partidos (e nenhum de direita), precisamos conhecer o viés ideológico do candidato. Sem ter uma legenda própria, os direitistas estão todos espalhados em partidos do “centrão”. Mas não é somente isso que pode definir o voto. Ideologia é muito bonita, no papel, mas de boas intenções o inferno está cheio.

Conversem com seus candidatos! Verifiquem se eles sabem, ao menos, quais são as funções do cargo para o qual estão disputando. Exponham os problemas dos seus bairros, do seus ramos de atividade, das causas que vocês defendem e ouçam as soluções propostas. Lembrem-se que até o Presidente da República, pra conseguir governar, teve que sentar e conversar com o “centrão”. Política é a arte do diálogo.

A política municipal é a que mais interfere, diretamente, na vida do cidadão. É ela que determina a calçada em que andamos, o asfalto em que dirigimos, a escola em que nossos filhos estudam, o hospital em que nossos pais buscam tratamento, a coleta de lixo na porta das nossas casas, a água que chega nas nossas torneiras.

Cidades são partes importantíssimas do país. Para que o organismo funcione de forma eficiente, mesmo as menores células precisam estar saudáveis.
Sendo assim, escolham com cautela. Lembrem-se que, em novembro, estaremos contratando funcionários; assinando uma procuração para aqueles que irão nos representar durante os próximos 4 anos.

SEJAMOS CONSCIENTES!


“O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus.”
(PLATÃO)

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