Por que a organização “Policiais Antifascismo” merece atenção especial das autoridades e repúdio da sociedade?

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Manifestação no Rio de Janeiro às vésperas das Eleições 2018 (Foto: Guilherme Castellar).

Devido ao protagonismo internacional em atos de violência política, muito tem-se falado ultimamente nos radicais de Esquerda autodenominados “antifas” ou “antifascistas”.

Desde o primeiro trimestre de 2020 essa organização internacional tem promovido conflitos de rua marcados por violência, depredação e até mortes nos Estados Unidos, Europa e Brasil. Eufemisticamente chamados de “protestos pela democracia” pela imprensa de massa “progressista”, tais distúrbios civis tem como característica fundamental o financiamento por milionários globalistas (como George Soros), partidos políticos de Esquerda (como o Partido Comunista Chinês e o brasileiro Partido dos Trabalhadores) e ONGs de “direitos civis” com mesmo matiz ideológico e caráter virulento (como o Black Lives Matter).

Trata-se, evidentemente, de um grupo internacional de moldes fascistóides (apesar do nome enganador) que atua com força bruta nas ruas, tal qual os camisas negras de Mussolini e os camisas pardas de Hitler fizeram no início do século XX.

Atualmente, esses neofascistas que se denominam “antifascistas” usam as cores vermelho e preto em suas bandeiras, distintivos e indumentária, simbolizando a união do socialismo com o anarquismo. Seu caráter paramilitar é demonstrado pelo discurso de “luta”, pela disposição para batalhas campais contra as forças de segurança e pela organização em “brigadas” (termo que designa unidades de valor militar).

Em vários lugares em que as Brigadas Antifascistas atacaram nas ruas, cidadãos comuns foram espancados como forma de intimidação da maioria ordeira e pacífica. Nos Estados Unidos, as Brigadas Antifascistas (Antifas) tornaram-se caso de Segurança Nacional, vindo a receber o status de grupo terrorista pelos seus enormes maus feitos.

No Brasil, o Antifas chegou com apoio de legendas políticas de Esquerda, como o PT, PSOL e PCO, e recrutou membros das famigeradas torcidas organizadas de futebol, estudantes formatados ao radicalismo marxista em universidades e institutos federais, os tradicionais militantes pagos e até policiais. No contexto nacional, esse pessoal recebeu ordem de suas lideranças estrangeiras no sentido de intimidar a população de bem e a impedir de manifestar-se democraticamente em favor do Governo Bolsonaro, de características cristãs, conservadoras e anticorrupção.

Com efeito, e servindo como Estudo de Caso, foi exatamente nesse intuito de suprimir as manifestações populares e democráticas da maioria que um fuhrer dos “policiais antifascismo do RN” anunciou em vídeo divulgado nas redes sociais a 17 de abril de 2020, que havia uma Brigada Antifascista agindo no Estado e que essa Brigada Antifascista estava pronta para entrar em ação nas ruas da capital e do interior, com apoio dos policiais antifascismo, para impedir a realização de carreata pró-Bolsonaro prevista para dois dias depois.

Anteriormente, os “policiais antifascismo” no Rio Grande do Norte já eram apontados informalmente no meio policial como integrantes de uma rede de espionagem do Governo PT em exercício, monitorando críticos da gestão e, eventualmente, participando de perseguição política a colegas. Se procede ou não, cabe apuração. Vários casos envolvendo principalmente Policiais Militares tiveram interpretação, no seio da própria categoria, de “Patrulhamento Ideológico Vermelho”.

Que muitos membros das Forças de Segurança temem os tentáculos traíras dos policiais antifascismo, é fora de dúvidas.

Porém, foi só a partir do ultimato em vídeo dado aos cidadãos de bem pela cúpula da Brigada Antifascista (cujo brasão exibe a figura de um urso evocativo da simbologia militar soviética) que o Ministério Público do RN instaurou investigação para apurar o caráter da entidade, se esta constitui formalmente uma milícia ou polícia política, o grau de envolvimento de partidos políticos com esse grupo, o possível cometimento de crimes comuns ou de atos incompatíveis com o serviço público, seu financiamento e hierarquia et cetera.

Não é segredo que a Governadoria do Estado do Rio Grande do Norte “acolhe” em cargos comissionados um grande número de policiais antifascistas, os quais divulgaram nas redes sociais fotos coletivas junto com a Governadora petista Fátima Bezerra e até com a ex-Presidente Dilma Rousseff, nas dependências da Sede do Governo Estadual. Tais fotografias revelam, mesmo para um distraído, que a Defesa Civil é um nicho desse grupo. Vinte membros da segurança pessoal da Governadora Fátima Bezerra também já foram intimados pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos acerca de sua situação.

Também tem ligação com os “policiais antifascismo” a Deputada Federal Natália Bonavides (PT-RN), que já invadiu terras junto com o MST e chamou o falecido Delegado Maurílio Pinto de “maior criminoso da história do Estado” (o ilustre Delegado é tido por muitos como “o fundador” da Polícia Civil do Rio Grande Norte). Pois bem, a Deputada Bonavides teve a iniciativa de indicar o recebimento de “moção de louvor” aos policiais antifascismo, o que foi publicado no Diário da Câmara dos Deputados em 15 de maio de 2020.

Uma curiosidade: tanto a Governadora Fátima Bezerra, como a Deputada Federal Natália Bonavides foram objeto de apoio político eleitoral da facção prisional Sindicato do Crime do RN, apoio expresso de forma explícita em áudios de ampla circulação na época das eleições 2018, em que o líder “Colorau” (traficante e assaltante de bancos) pediu à “família do Sindicato” que votasse nas duas. Tais áudios tiveram autenticidade atestada pela Secretaria de Segurança Pública. Naturalmente, as duas petistas negam envolvimento com o líder faccionado. Todavia, é indiscutível que o apoio desse tipo de eleitorado tem a ver com a satisfação das demandas bem específicas dessa “minoria”.

Voltando ao tema central, os Policiais Antifascismo do RN não pararam suas atividades, apesar da investigação em curso. Além de um ativismo constante na internet, a organização pretende lançar candidaturas nas eleições municipais. Também continua atuando em suporte a militantes antipolícia, onde quer que se apresentem.

Para citar os fatos mais recentes, os Policiais Antifascismo do RN divulgaram nota em apoio a baderneiros travestidos de estudantes que foram dispersados pela PM no IFRN de Natal no dia 11 de agosto. Tal ocorrência gerou muita consternação na sociedade potiguar, pois a governadora petista pessoalmente mandou afastar do serviço e abrir processo na corregedoria contra o comandante da guarnição, que agiu estritamente dentro da Lei. O recado foi claro, mesmo para os desavisados: há ingerência política dentro da Polícia.

Já no caso do Colégio Marista Natal, em que atividades escolares foram ministradas pelo estabelecimento com charges depreciativas à categoria policial (31 de agosto), os Policiais Antifascismo não fugiram à sua coerência ideológica: apoiaram o chargista Carlos Latuff (ativista de Esquerda, antipolícia e antissemita) e criticaram o “patrulhamento ideológico” dos policiais que indignaram-se.

Para finalizar, é importante frisar que a organização “Policiais Antifascismo” é nacional e sim, esteve envolvida nos atos de rua ocorridos na metade de 2020, em várias partes do País. Tal envolvimento é facilmente comprovado através das fotos postadas pelos próprios membros nas redes sociais, bem como nos sites e páginas oficiais da entidade.

Se há um mistério com relação aos Policiais Antifascismo, não tem a ver com o segredo de suas atividades. O que não dá para entender – e nisso reside o mistério – é como essa Força Armada paralela às estruturas hierárquicas de suas instituições formais e legais está se ampliando aparentemente sem freio.

A sociedade fique de olho, pois na Itália de Mussolini, na Alemanha de Hitler e na Venezuela de Chávez/Maduro também começou assim…

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