O caráter religioso do marxismo

0
127
Última Ceia Comunista, pintura de Leonardo Digenio.

Marxismo é religião.

Heraldo Barbuy elencou, muito bem, os caracteres religiosos do marxismo: seus profetas, seu livro sagrado, sua doutrina, seus intérpretes, sua escatologia, seu paraíso.

No entanto, tudo isso trata-se apenas de seu aspecto exterior. O que torna o marxismo uma religião é sua amplitude. Pois ele não trata, como muitos pensam, apenas de economia, de sociedade, de política. O marxismo trata simplesmente de tudo.

A doutrina marxista cuida desde a formação dos átomos até a forma como o universo se desenrola; explica como a consciência nasce até como a realidade progride; trata do início do universo (na verdade, acredita na eternidade da matéria) até o fim da história; diz o que é a verdade e denuncia os inimigos da razão.

Sendo assim, o marxismo não está no mesmo patamar de uma Escola Austríaca, por exemplo, que trata essencialmente de economia, nem mesmo de qualquer escola filosófica. O marxismo vai além e concorre, pela amplitude de seu objeto, com as religiões.

Por isso, seus adversários sofrem tanto para combatê-lo. Como concentram-se apenas em seus aspectos exteriores, ainda que consigam, sobre ele, vitória pontuais, não afetam a essência do marxismo, que permanece firme, fundamentando e sustentando todo o pensamento e ações posteriores.

Portanto, apenas a dissecação da doutrina marxista será capaz de mostrar as entranhas de sua natureza religiosa e desmoralizá-la, expondo toda sua artificialidade e incoerência.

Participe da conversa

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui