Revolucionários e Racistas: o retrocesso dos jacobinos do século XXI

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Incredulità di san Tommaso (A Incredulidade de São Tomé), retratada em pintura por Caravaggio em 1601, símbolo da incapacidade do ser humano em acreditar mesmo naquilo que os seus olhos vêem.

O maior feito do movimento revolucionário na América – e importado por outras partes do mundo –, foi retroceder o processo de desenvolvimento humano enquanto sociedade em pelo menos um século. As tensões políticas, sociais e raciais instigadas pela extrema esquerda, independente de quais tenham sido suas intenções, destruíram parte significante do progresso conquistado nos últimos cem anos com o suor e sangue de milhões de homens e mulheres que, vivos, sentiriam remorso pelo sacrifício pago em troca de desrespeito, ignorância, ingratidão e barbarismo.

Em nome de quê destroem estátuas de Maria, de Santos e do próprio Cristo, cujos ensinamentos carregaram nomes como Martin Luther King Jr. em sua luta por igualdade racial, motivo pelo qual fora assassinado? Que antifascismo é esse que vandaliza a estátua de Churchill, o homem que venceu o fascismo na Europa? Que antirrascismo é esse que pede a cabeça de Abraham Lincoln, que aboliu a escravidão nos Estados Unidos e por isso foi morto com um tiro na cabeça? E não menos importante, que justiça é essa que em nome de condições de vida mais dignas, destrói o lar, a fonte de renda e a esperança de pequenos comerciantes, aniquilando a dignidade alheia?

A todos – mas especialmente aos que se consideram progressistas, liberais, ou apolíticos – é importante refletir sobre como nossas ações ou falta delas legitimaram a barbárie criminosa dos revolucionários, crimes que hoje assistimos na frente dos nossos olhos, tanto em termos de destruição quanto do cerceamento das liberdades. Os proponentes do caos nos asseguraram que era apenas sobre uma imagem de um mercador de escravos (embora nunca tenham apontado o dedo para um certo dono de escravos cuja religião por ele fundada está entre as maiores do mundo), que era pela “democracia”, ou para “achatar curvas” disso ou daquilo, entretanto o que vejo é caos e destruição.

Nos meus vinte anos de boy – “that’s over baby”, parafraseando Zé Ramalho – eu cheguei a acreditar nas suas promessas. Hoje, eu só queria saber quantos de nós terão a coragem de se olhar no espelho e reconhecer, como qualquer ser humano racional, os nossos equívocos e omissões, admitindo: “Me desculpem, eu estava errado”. O mundo pode até estar insano lá fora hoje, mas até que sejamos capazes de admitir a realidade que está na frente dos nossos olhos, o mundo sempre será insano lá dentro. E para essa angústia não há cura senão a aceitação da Verdade que Liberta.

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