Goiânia recebeu o I Fórum dos Conservadores

1
266

Encerrou-se hoje (14/03) o I Fórum dos Conservadores de Goiânia. O evento debateu o conservadorismo no atual contexto brasileiro e analisou os desafios do governo Bolsonaro.
O último e segundo dia se iniciou com Val Lopes, membro-fundadora do movimento Soberanistas, que falou sobre os desafios da transferência da militância virtual para a militância real.

Ela apontou como até os cidadãos mais ocupados conseguem atuar na política de alguma forma, visto que qualquer pessoa pode disseminar informações no dia-a-dia e ressaltou que a atuação política mais importante é a interferência na política local à parte de cargos eletivos.
Também esteve presente no Fórum dos Conservadores o Comitê Goiano em Defesa da Vida e Contra o Aborto, que divulgou a data prevista para a Marcha Goiana em Defesa da Vida, a qual deve ocorrer em 28/05 na Praça Cívica às 14h30.

Cristianismo e conservadorismo

A última palestra da manhã deste sábado foi a de Taiguara Fernandes, advogado e membro do Instituto Borborema, que falou sobre a necessidade urgente de os conservadores se religarem às tradições brasileiras, pois o distanciamento das tradições nacionais leva os conservadores brasileiros a recorrerem a referências distantes, o que induz à sensação de que o conservadorismo se reduziria a apenas referências.

Taiguara destacou o pensamento conservador brasileiro rico e completo, que foi construído por autores de gigantesca envergadura como Joaquim Nabuco, Oliveira Viana, Otávio Tarquínio de Souza, Gilberto Freyre, Mário Ferreira dos Santos, José Pedro Galvão de Souza, Miguel Reale e João Pereira Coutinho, dentre outros.

O grande desafio atual, para ele, é fazer que o pensamento conservador não seja uma roupagem, mas um dado de caráter, pois grande parte dos que agora se dizem conservadores utiliza os mesmos conceitos de liberais e progressistas, visto que a cosmovisão comum vigente é a nascida na Revolução Francesa.

Cultura no Estado

A programação da tarde se iniciou com palestra de Maurício Waissman, ex-Coordenador Geral da Política Nacional de Cultura Viva da Secretaria Especial de Cultura. Ele esclareceu como a estrutura burocrática estatal é instrumentalizada pela esquerda visando a destruição da ordem social e como as leis de cultura influenciam a vida de cada cidadão.

Citando números de estatísticas, a exemplo do meio bilhão de reais investidos nos últimos quinze anos pela Política de Cultura Viva, Waissman revelou o porquê de a iniciativa privada não conseguir competir com políticas de Estado, deixando a Guerra Cultural tão assimétrica.
Waissman expôs como a máquina estatal em prol do progressismo adoece todo o tecido social, e ressaltou que diante de tamanha desvantagem estrutural é imprescindível aos conservadores aproveitarem avidamente a atmosfera favorável ao conservadorismo do ciclo histórico atual.

Manifestação de 15 de março

Na tarde deste sábado houve também uma oficina de cartazes políticos ministrada pela fotógrafa Silvia Pires de Souza, que instruiu os participantes desde o tipo de papel ideal até dicas de como escolher palavras mais eficazes e frases adequadas para cartazes.
Durante o Fórum, os participantes tiveram a oportunidade de preparar cartazes para a manifestação de domingo em apoio do presidente Jair Bolsonaro e também receberam máscaras para se prevenirem de contaminação por via respiratória. 

A mente esquerdista

Os aspectos psiquiátricos da mente esquerdista foi o tema da palestra do médico psiquiatra Marcelo Caixeta, que  fez uma análise do tipo psicobiológico que leva a pessoa a ter uma mentalidade de tendência esquerdista. Ele explicou como o progressista não consegue ter prazer pleno no trabalho e no autocontrole, mas cultiva seu prazer sádico na destruição e no ressentimento e se agradam em controlar o comportamento alheio, pois na mente esquerdista a emoção prevalece sobre a razão.

O evento se encerrou com o escritor Percival Puggina palestrando no início da noite sobre ideias e atitudes que são capazes de mudar o Brasil, seguido por Bernardo Küster que explicou a relação profunda entre o marxismo gramscista e a Teologia da Libertação, desde o nascimento de ambos.

Na sexta-feira o Fórum contou com a participação de João Corrêa Neves Junior, Marco Frenette, Jean-Marie Lambert e o primeiro dia se encerrou com Olavo de Carvalho interagindo com os participantes através de videoconferência.

1 COMENTÁRIO

Participe da conversa

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui