“Papai e Mamãe” na Rússia fazem o demônio tremer

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A despeito daquilo que é o conluio dos que orbitam em torno da desgraça que se configura o “politicamente correto” et caterva, sempre combatentes contra família e, por que não dizer, ferrenhos opositores da Palavra de Deus, erguem-se, de onde não se poderia imaginar há trinta ou quarenta anos, aqueles que mostram para o mundo a verdade nua e crua: Os russos.

Uma pátria com homens que marcaram o mundo com seus valores cristãos como Fiodor Dostoievski, Alexander Soljenítsin e Aleksandr Mien não haveria de ver jogadas ao mar as sementes de fé que foram produzidas a custo de muito sangue derramado pelo comunismo ateu. A Rússia e o Leste Europeu produziram no século XX mais mártires que o Império Romano.

A vinha plantada por Cirilo e Metódio foi violentamente atacada com palavras e ações, ideologias e prisões, morte e miséria; mas ela resistiu e cresceu, respirou e sobreviveu após o afogamento do dilúvio vermelho.

Hoje, quando se valorizam na ONU, na UNESCO, nas fundações e nas ditas instituições não governamentais a ideologia de gênero e políticas abortistas, cumprindo orientações ora camufladas e ora expressas dos novos engenheiros sociais, a Rússia diz não ao casamento gay. Nas Palavras de Putin, repetidas pela mídia internacional, no casamento haverá: “papai e mamãe”. Dessa vez não foi Napoleão nem os nazistas que caíram na Rússia; foi o maquiavelismo do demônio – e quem não acredita nele pode rir, o problema não é meu…

Putin é um político; não lhe desconhecemos as falhas e nem as aplaudimos. Ele diz, obviamente, por si e por seu contexto. Todavia, vejo com maior importância esse contexto do que suas palavras. Ou seja, não iria o presidente se opor em sã consciência aos valores de uma sociedade tão sólida que venceu e continua ainda vencendo o próprio comunismo.

E tais valores tem um agente disseminador: A Igreja Ortodoxa. É tão verdadeiro tal fato que a própria imprensa internacional reconhece o peso do cristianismo ortodoxo na decisão do presidente russo. Esse é o mesmo Cristianismo que diz sim ao pecador e o acolhe, e diz não, de forma categórica, ao nefasto pecado que o afasta de Deus, coisa que o ocidente parece confundir, envolvido na fumaça dos dogmas ideológicos da nova esquerda que faz par na dança de quadrilha com o capiroto.

Como instituição Divina para seus membros, e como instituição histórica, a Igreja Ortodoxa não sucumbiu diante das suas obrigações morais e sociais, e afirmou seus valores para uma sociedade de quase duzentos milhões de pessoas, independentemente de quem quisesse discordar. A Igreja Ortodoxa, em todos os seus Patriarcados e Autocefalias, disse não ao casamento gay, disse não ao aborto, disse não às instituições contrárias a fé, disse não ao relativismo que vem assolando o cristianismo ocidental e o faz prevaricar diante do já citado braço de satã: o politicamente correto e a reengenharia social ora disfarçada de “ecologismo”.

Se Putin está convicto ou não de suas posições nesse tema, só sua consciência e Deus podem dizer, todavia seus atos são uma lição de enfretamento correto nessa difícil questão para o ocidente.

As lições do próprio Evangelho e da fé da Igreja Ortodoxa, por sua própria força propulsora, que é o Espírito Santo, na continuidade de sua tradição apostólica, haverão de suscitar em outros Chefes de Estado a coragem cívica de enfrentar o inimigo que, por vezes, vem disfarçado de novas técnicas de educação, novos entretenimentos televisivos e novas políticas públicas denominadas de “Direitos Humanos” e outras máscaras, isso quando não vem com máscara nenhuma, como é o caso de programas partidários, como o do Partidos dos Trabalhadores e outros no  Brasil, que expressamente defendem em seus estatutos os valores contrários à fé cristã, contrários à família e à vida em sua plenitude.

Avancemos pela grande causa do Reino, ainda que duras sejam as batalhas, posto que a orientação está dada: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Aquele que tentar salvar a sua vida irá perdê-la. Aquele que a perder, por minha causa, irá reencontrá-la.” (Evangelho de Mateus, capítulo 10).

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