A mão invisível do mercado é realmente invisível para a maioria das pessoas

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A construção e venda de um simples smartphone é um processo extremamente complexo, tão complexo que você provavelmente não faz a mínima ideia de quem ajudou a produzir esse pequeno aparelho que tem em mãos, muito menos sabe a origem das peças dele. De fato, até mesmo o mais simples telefone celular depende do esforço físico e mental de milhares de pessoas.

Alguém precisa criar o design do aparelho e outra pessoa, o sistema operacional que fará o aparelho ter alguma funcionalidade. Alguém precisa desenvolver o hardware do aparelho e outra pessoa, transformar os recursos naturais no hardware planejado. E não acaba por aí, mas deixo o resto do processo para sua imaginação.

Em suma, o processo é tão complexo que é praticamente impossível conhecer todas as pessoas envolvidas nele. Porém, esta é a mágica do capitalismo: milhares de serviços são prestados de tantas formas diferentes e indiretas e por tantas pessoas que desconhecemos que mal conseguimos perceber a magnitude do processo em si. Na verdade, a “mão invisível do mercado” de Adam Smith trata-se exatamente disso.

Apesar do livre mercado estar em todos os lugares e influenciar completamente nossas vidas, mal percebemos ou compreendemos seu poder. Talvez por isso muitas pessoas caiam nos famigerados chavões socialistas de que o livre mercado é algo ruim, ou de que o livre mercado cria divisão, desigualdade etc. Errado! O livre mercado torna o nosso mundo tecnológico e desenvolvido possível. O livre mercado torna a ascensão social possível, gera riquezas inimagináveis. Desde 1820, a humanidade vem erradicando a pobreza graças ao… livre mercado![1]

Infelizmente, é essa abstratividade e subjetividade que, embora sintetizem a beleza do capitalismo, o torna tão complexo e igualmente incompreensível para aqueles que nunca tiveram nenhuma lição de economia.

Mas como diria a expressão francesa símbolo do liberalismo econômico… “laissez faire, laissez aller, laissez passer”: deixai fazer, deixai ir, deixai passar. Ou seja, deixe o povo decidir, deixe a mão invisível do mercado reinar — que é, em suma, a própria vontade do povo.


[1] Para erradicar a pobreza, mais capitalismo
https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2788

Para entender melhor como funciona o capitalismo (e o socialismo) assista ao vídeo do Spotniks sobre as principais diferenças entre socialismo e capitalismo.

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