A hipocrisia dos cúmplices

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Essa semana em Poços de Caldas, minha cidade, uma garota de 13 anos foi morta pelo amante de 61. TREZE ANOS!

A família sabia do caso. Tanto que, na ocasião do desaparecimento, indicaram onde a polícia deveria procurar: No estabelecimento comercial do algoz, onde a vítima também trabalhava e, inclusive, nos fundos, tinham um quarto onde aconteciam suas relações.

O motivo do crime: ciúmes. A garota estava se relacionando, também, com outro rapaz e o seu assassino não aceitou a relação.

Mais do que rapidamente, todos os “coletivos feministas” e “grupos de esquerda” começaram a fazer proselitismo em cima do caso. Foi a oportunidade de culparem a violência masculina e apresentarem um “feminicídio” para as estatísticas.

Juro, ainda consigo ficar surpreso com a cara de pau dessa turma. A história inteira é uma ode ao progressismo e, ainda assim, eximem-se da culpa, transferem a responsabilidade e fazem vitimismo.

Primeiro ponto: A garota tinha TREZE ANOS. Uma idade que, inclusive pela lei, NÃO DEVERIA ESTAR MANTENDO RELAÇÕES SEXUAIS com ninguém. Muito menos com seu patrão sexagenário. Esse, aliás, é o ponto da campanha lançada pela Ministra Damares Alves, ridicularizada pela esquerda, que incentiva a sexualidade cada vez mais precoce.

Segundo ponto: A vítima vinha de uma família completamente desestruturada. Justamente por isso, manteve-se, em tão tenra idade, em uma relação abusiva e desastrosa. É na instituição familiar que os jovens devem encontrar conforto e proteção. Mas é esta mesma instituição que, vítima do ódio e propaganda esquerdista, vem sendo destruída.

Terceiro ponto: A desestrutura familiar, neste caso, foi motivada principalmente pelas drogas. A maior desgraça da sociedade moderna, que conta com ampla simpatia progressista. Sua legalização, aliás, é parte fundamental da agenda.

Juntando todos os elementos, temos uma tragédia anunciada. Estes elementos, como parte integrante de uma agenda política, ainda farão muitas vítimas.

Com as mãos sujas de sangue, apontam os dedos e criticam a sociedade pelo caos que eles próprios criaram; pela loucura causada pela ideologia que defendem.

Quantas vidas, mais, teremos que perder, até que a população se conscientize de que estes grupos, que fazem muito barulho em cima das tragédias, são cúmplices delas?

Acima, eu não culpei ninguém pelo crime. Existe uma diferença entre culpa e responsabilidade. A culpa do crime é do criminoso. SEMPRE. A responsabilidade, porém, pode ser compartilhada.

Se alguém entrar em uma comunidade, andando em um Mercedes, com um Rolex no pulso, vai ser assaltado. Lógico!
A vítima é culpada pelo crime? NÃO.
Foi responsável por se colocar em uma situação de risco? CLARO!

É exatamente este o ponto. O discurso progressista cria condições para que determinados crimes se perpetuem. E não adianta querer negar o óbvio. Isso é fato incontestável. Tal e qual o usuário de drogas, que financia o tráfico, o militante alimenta a narrativa.

Dizer que as feministas combatem os crimes contra as mulheres chega a ser piada. Combatem como?

Defendem a liberdade sexual para pessoas que elas próprias dizem ser incapazes de responder por seus atos; defendem o tratamento “humanizado” para toda a sorte de criminosos; defendem a destruição do núcleo familiar… Depois, querem combater crimes com cartazes e palavras de ordem?

Durante décadas, emascularam os homens. Repreenderam e condenaram toda e qualquer atitude masculina, desde a primeira infância. A Europa, hoje, é um bom exemplo do resultado. Todo um continente de “soy boys”, sendo invadido por homens que, por razões religiosas, consideram as mulheres ocidentais um objeto descartável. Como consequência, o índice de estupros aumentou 300 vezes na Suécia; na Alemanha e no Reino Unido, em determinadas cidades, já se desaconselha que mulheres andem sozinhas nas ruas.
Amarraram as mãos daqueles que as protegiam e, agora, não podem se proteger sozinhas.

Qualquer pessoa, que tenha o mínimo de capacidade mental, consegue traçar uma relação direta entre causa e consequência. É impossível que os coletivos eximam-se da RESPONSABILIDADE sobre as mazelas que eles cultivaram na sociedade.

A culpa do crime é sempre do criminoso. Mas que os ideólogos são cúmplices, isso ninguém pode negar!


“O certo é certo, mesmo que ninguém o faça. O errado é errado, mesmo que todos se enganem sobre ele.”
(CHESTERTON, Gilbert K.)

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