Do mais profundo de nossos corações

A fulminante tréplica do Cardeal Robert Sarah.

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Joseph Raztinger quando Cardeal, antes de ser eleito Papa.

No dia 05 de janeiro o anúncio do lançamento de um livro estremeceu ainda mais as relações entre as alas notadamente progressistas ao redor do papa Francisco e os católicos Conservadores, especialmente os chamados Ratzingerianos. Um dos seus maiores expoentes, o Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, anunciou a publicação de suas reflexões compartilhadas pessoalmente e por meio de cartas com o papa Bento XVI, intitulado “Do mais profundo de nossos corações”.

Cardeal Robert Sarah e Papa Emérito Bento XVI.

No livro, o cardeal dialoga com o amigo e confidente Bento XVI em defesa do celibato sacerdotal, tema muito caro à Igreja e ao papa Bento. Não por acaso o tema está no centro das polêmicas que perpassam pelas atitudes indiretas do papa Francisco e sobre o lobby exposto no recente Sínodo da Amazônia, para que sejam ordenados padres casados e também para a inserção de outras secularizações na tradição da Igreja.

A virulência das respostas da imprensa contra o livro e seu organizador e co-autor, nos faz crer que a publicação é mesmo uma resposta urgente ao sínodo e aos progressismos que querem instalar na Igreja Católica.  

Mas este artigo quer trazer também uma análise sobre a reação imediata da imprensa especializada e a tréplica fulminante do Cardeal Robert Sarah.

Imediatamente após a divulgação do livro, que traz na capa as fotos do cardeal Sarah e de Bento XVI, literalmente co-autor da obra, a imprensa lançou seu ataque, divulgando que o papa emérito não teria autorizado a publicação de seu nome como co-autor dos textos; uma atitude estranha pelo que veremos nas cartas recebidas e divulgadas pelo cardeal Sarah.

Em seguida, em sua conta pessoal no Twitter o cardeal Sarah responde expondo as cartas trocadas com Bento XVI que trata justamente sobre a composição dos textos, da introdução e conclusão, da compilação de suas reflexões em conjunto e da sua publicação na forma de livro.

Em comunicado oficial diz:
“A polêmica que visa há várias horas me manchar, ao insinuar que Bento XVI não fora informado da publicação do livro “Do mais profundo de nossos corações”, é profundamente abjeta” . Cardeal Robert Sarah

Neste ponto, para que se negue a autoria dos textos e a autorização de publicação, será necessário primeiro provar que as cartas são falsas, que a assinatura é falsa, e que alguém está manipulando um papa debilitado e enclausurado, porém lúcido. E sobre estes pontos ninguém da imprensa se pronuncia.

Abaixo as cartas recebidas, assinadas por Bento XVI.

Em todo caso, uma coisa é certa – a voz de Bento XVI não está silenciada. Os seus livros são cada vez mais procurados pelos fiéis católicos, a sua teologia e seus escritos pastorais tem movido leigos e sacerdotes. Nesses tempos de crise da Igreja Católica tem-se recorrido como nunca às suas exortações, afinal Bento XVI é papa e nunca deixou de sê-lo. Podemos conviver com uma vacância papal breve, com um único papa ou com dois papas. Mas jamais teremos um ex-papa vivo. Bento XVI, o papa Conservador, quebrou o silêncio.

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