A verdade factual de uma infelicidade

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Marco Frenette (em pé à esquerda) e Roberto Alvim (sentado à direita) na Secretaria Especial de Cultura em 10 de janeiro de 2020. Foto: Ronaldo Caldas.

Por Marco Frenette

Prezados amigos, segue o que realmente aconteceu:

1 – O texto foi escrito pelo próprio Alvim. Ele é um escritor e tradutor. Tem livros publicados, domina as técnicas de escrita e não precisa de assessor para produzir seus textos; e, nesse caso, fez ainda mais questão de escrever pessoalmente. Ele próprio informou a autoria em entrevistas;

2 – A frase infeliz, aquela que guarda semelhanças com a de Goebbels, veio de pesquisas sobre nacionalismos, e, sem saber a origem espúria da frase, a inseriu no seu texto. Ele próprio explicou isso em entrevistas;

3 – Ninguém sugeriu ou colocou sem consentimento o trecho de Lohengrin para comprometê-lo. Alvim ama ópera, e escolheu pessoalmente Lohengrin por seu alto valor estético e por representar a conversão de Richard Wagner ao cristianismo. O próprio Alvim explicou isso em entrevistas;

4 – A Secretaria Especial da Cultura não tem equipe interna de produção de vídeo, mas uma agência externa contratada por meio de licitação, conforme exige a lei. É emitida uma ordem de serviço e a agência envia uma equipe de filmagem, cujos integrantes variam, e depois o material retorna para a agência para ser editado por profissionais que também variam;

5 – Juntem os quatro fatos descritos acima e percebam que não houve uma “ação interna de esquerdistas” para derrubar o secretário por meio de uma frase, mas a esquerda fazendo um pesado e desonesto aproveitamento político de uma infelicidade praticada pelo secretário. Ele próprio explicou isso em entrevistas;

6 – Juntem aos cinco fatos mais este: Alvim é tão “nazista” que convocou judeus, negros, católicos, mulheres e ateus para preencher os cargos de direção das secretarias e fundações, provando ter uma alma verdadeiramente democrática e desarmada;

7 – Se Alvim fosse de esquerda, poderia até ter elogiado Hitler, como fez Lula; ou poderia até ter comemorado o genocídio praticado por Lênin e Stálin durante a Revolução Russa, como fizeram Chico Alencar e Glauber Braga;

8 – A questão real, portanto, é que a vagabundagem esquerdista queria a todo custo a cabeça de Alvim por ele ser conservador, e terminou conseguindo; e com a ajuda de direitistas despeitados e invejosos, que não se conformavam de não terem sido chamados para compor o governo.


Marco Frenette é escritor, jornalista e foi chefe de Comunicação da Secretaria Especial da Cultura.

1 COMENTÁRIO

  1. Concordo com o texto do Marco Frenette, à exceção do “item 2″ Não posso aceitar essa infelicidade já que Marco informa que Alvim é escritor e tradutor. Sabemos que há textos nacionalistas que podem ser maquiados por esquerdismo. Não podemos ser ingênuos em meio a lobos! A Bíblia é clara:

    ” Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas.”

    Mateus 10:16

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