Assalto à luz do dia na Faculdade de Direito da UFG

Direção da Faculdade de Direito deixa de contratar segurança para manter narrativa de “cortes” na educação, de acordo com um professor.

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Uma aluna da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi vítima de um assalto à mão armada hoje (16/01) no Campus Colemar Natal e Silva, em frente à Praça Universitária, denunciaram a associação atlética dos estudantes de Direito e o centro acadêmico do curso de Direito da UFG.

O roubo ocorreu por volta das 11h dentro da Faculdade de Direito, na sala da Associação Acadêmica Atlética e Científica dos Estudantes de Direito da Universidade Federal de Goiás (A.A.A.C.E.D.), quando uma pessoa armada com faca tomou o celular da aluna A.C.A. (19 anos), a obrigou a se deitar no sofá da sala e tentou fechar a porta da sala com os dois dentro. A vítima não chegou a sofrer agressões físicas pois teria gritado, levando o suspeito a fugir do local.

A Atlética informa que entrou em contato com a direção da Faculdade de Direito, mas que não obteve providência prática ou resposta concreta por parte da gestão da faculdade para garantir a segurança dos alunos e servidores. O grupo também afirma que já houve outros crimes, como furtos, em outras localidades do prédio da instituição.

Fachada da Faculdade de Direito. Foto: UFG/Reprodução.

Em nota, a associação atlética e o centro acadêmico cobram a diretoria da Faculdade e da UFG por providências que impediriam futuras ocorrências similares.

A Universidade Federal de Goiás decidiu, no final de agosto de 2019, dispensar os vigias desarmados terceirizados e informou em nota que “para continuar garantindo a segurança, prédios de órgãos administrativos e acadêmicos foram equipados com câmeras e alarmes integrados e monitorados 24 horas por dia por três centrais.”

A vítima acredita ter havido algum corte de recursos das universidades federais por parte do Ministério da Educação (MEC), conforme declarou em seu perfil da rede social Twitter.

Um professor da Faculdade de Direito da UFG, que pediu anonimato por temer perseguição, revelou ao Conservadores que “a diretora deixou a faculdade insegura para manter a narrativa do ‘corte’, e os alunos acreditam”, e concluiu que a universidade poderia ter recontratado o pessoal terceirizado menos de dois meses após a dispensa, quando o contingenciamento de 3,9% do orçamento se encerrou em 18 de outubro do ano passado.

O docente conta que neste prédio “qualquer um pode entrar, carregar equipamentos e sair tranquilamente; até a portaria está sem porteiro”, e levanta a questão “deixar a faculdade sem segurança é improbidade administrativa?”

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