Irã admite ter abatido avião de passageiros

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Equipes de resgate carregam o corpo de uma vítima de um acidente de avião ucraniano em Shahedshahr, sudoeste de Teerã, capital do Irã, 8 de janeiro de 2020. Foto: Ebrahim Noroozi (Associated Press)

O Irã admitiu ter abatido o avião operado pela Ukraine Internacional Airlines esta semana, que matou todos os 176 ocupantes. Segundo as fontes estatais iranianas, o avião teria sido acidentalmente derrubado ao sobrevoar um espaço aéreo próximo à uma base militar da Guarda Revolucionária Islâmica.

O Boing 737 ucraniano foi atingido por mísseis de fabricação russa na terça-feira (07/01), após um ataque Iraniano sobre bases militares no Iraque que hospedam forças americanas responsáveis por terem eliminado dias antes, o líder terrorista da Guarda Islâmica do Irã, Qassem Soleimani.

A admissão da responsabilidade pelo abatimento do voo comercial pela República Islâmica do Irã, ocorre dias após as autoridades do país terem forjado a informação de que a queda do avião teria sido consequência de uma falha mecânica na aeronave, contrariando as suspeitas preliminares dos serviços de inteligência de países ocidentais.

O porta-voz do governo do Irã, Ali Rabiei, chegou a afirmar que os países estariam promovendo uma “operação psicológica” contra o país, por meio da “propagação de mentiras e falácias insultuosas”.

Nos últimos dias, vídeos publicados em redes sociais e reproduzidos pelos periódicos do ocidente, oriundos do próprio Irã, mostravam o momento da queda do avião, já em chamas no ar, minutos após ter decolado do Aeroporto Internacional Imam Khomeini.

Veículos de comunicação e políticos alinhados à esquerda, que inicialmente se posicionaram contra o presidente americano Donald Trump e se solidarizaram com a morte do terrorista Soleimani, ainda não se manifestaram sobre a admissão do abatimento da aeronave por parte do Irã.

Trabalhadores inspecionam os destroços do avião da Ukraine International Airlines que caiu perto de Teerã na quarta-feira. Foto: Nazanin Tabatabaee (West Asia News Agency)

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