Espectadores do caos

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_Operários_, Tarsila do Amaral.

Hoje observamos no Brasil o triunfo dos imbecis, de todos os lados cercam-nos erros e sandices. Desde a política à família, assim assumimos um de três possíveis papéis. O primeiro e mais comum, ser parte dessa massa uniformizada e não pensante; o segundo e atraente, observar tudo e não ter reação, não saber o que se passa, entretanto tentar desvendar a realidade; o terceiro e mais atraente ainda, observar todos os erros e tentar com todos os meios mudar essa realidade. O terceiro deve ser frio e ao mesmo tempo muito humano.

O caos não veio até o Brasil como uma corrente de ar que vem do oceano, mas foi trazido e cuidadosamente implantado. Sim, o caos de hoje não é consequência apenas de má administração política e desonestidade, é antes parte de um plano de domínio a partir da destruição da cultura e da identidade de um povo. Um povo em crise é mais fácil de ser dominado.

Os vários reinos da África, divididos e em guerra, serviram unicamente para deixá-los mais vulneráveis. O problema não era a dominação do branco sobre o negro, mas antes, a competição do negro contra o negro. Isso acontece no Brasil, os vários grupos políticos, em nome de uma oposição para um governo balanceado, esfacelam o poder, e o pêndulo consequente deixa os indivíduos bestializados, como crianças que correm atrás do carro do picolé. O poder que brota do povo volta-se contra ele, logo o próprio povo, pela sua existência derruba grupos mais vulneráveis. Dessa forma o que observamos é um sistema pior que o dos animais, onde o mais forte e mais rápido, continua vivo.

Outro grande problema no Brasil, são os três poderes, que com o slogan de “independentes e harmônicos”, suprimem a liberdade dos indivíduos e exorbitam em suas funções. Um judiciário que legisla, um legislativo utópico e um executivo omisso. A desorganização nos três poderes é de total importância para que a agenda globalista seja cumprida no Brasil, assim os indivíduos confusos, como pessoas no escuro que correm de um lado para o outro e acabam batendo de frente, pensam que o Estado é a sua luz, o que aumenta ainda mais o caos.

Verificamos em nosso país, um estado gigante e totalitário, onde tudo, inclusive a educação dos filhos, passa pelo Estado. Não há liberdade, tudo deve ser feito como mandam as cartilhas nacionais para cada caso, uniformizando e nivelando por baixo de maneira que sempre haverá regresso e desordem. Assim o governo educa os pais, os filhos, os netos, e ninguém mais consegue pensar por conta própria ou assimilar a verdade a realidade.

“Às vezes o mundo é ridículo, às vezes o Brasil é muito ridículo!” Pondé.

Para sairmos do caos necessitamos de quatro etapas básicas: perceber o problema, saber qual é o problema, identificar o que gera o problema e porque, e por último, como resolver o problema. São coisas que parecem simples e muito dinâmicas, mas o Brasil está percebendo o problema agora, problema que se arrasta a décadas. Ou seja ainda há um longo caminho a se percorrer até a resolução.

O grande problema da democracia é que a maioria escolhe tudo, e quem é a maioria? São pessoas desinformadas e ignorantes, assim quem escolhe os representantes são pessoas que facilmente são manipuladas. Não estou fazendo apologia ao fim da democracia, Aristóteles já o fez, ou sendo elitista, os intelectuais não devem decidir tudo, até porque não há intelectuais no Brasil, mas devem estar espalhados e ocupar todos os lugares de maneira que transmitam o conhecimento a todos.

“Você nunca encontrará homens honrados na política, porque eles estão em casa cuidando da família!” G. K. Chesterton.

O desvirtuamento da arte – tudo é aceito como arte – é algo extremamente importante para a destruição do homem moderno. Qualquer coisa repetitiva, chata e por vezes imoral é música. Qualquer rabisco com algum colorido é obra de arte, e assim por diante. Os brasileiros não podem mais se deleitar com as coisas belas. Se falamos em beleza ainda irão aparecer pessoas se achando pensadores e dirão “mas o que é beleza?” ou “a beleza é relativa”. Parece até brincadeira, o quadro do Brasil é crítico, quanto mais se prega contra as tolices que assolam o país, mais elas são aceitas e difundidas. Parece que falamos com surdos, não nos entendem, sequer nos escutam.

O papel doutrinador das universidades, sobretudo as públicas, é inegável, o patrulhamento ideológico ostensivo vem destruindo milhares de pessoas e famílias. Na faculdade o indivíduo não aprende as matérias, mas se prostitui por um diploma, perdendo suas convicções primeiras e a moral que aprendeu em casa. Assim levado pela correnteza moderna, os universitários vivem na ditadura comunista silenciosa e ao mesmo tempo opressora, repetindo os mesmos chavões que os professores comunistas.

Aqui perdi muitos leitores.

Há ainda um problema delicado no Brasil, a Religião. A mistura das culturas em alguns lugares tirou a clareza da religião. As infiltrações marxistas também acabaram por distanciar cada vez mais o homem de Deus dentro da própria Religião. Os padres e bispos que antes queriam ser santos e fazer seu rebanho ir para o céu hoje querem ser reformadores sociais. Sonham com um Jesus revolucionário social e descuidam do verdadeiro culto a Deus. Em muitos casos também não há exposição clara da doutrina por parte do clero por respeitos humanos e isto ainda é pior, estes homens que eram para ser anunciadores da Palavra de Deus são, ao contrário omissos, e Deus já disse: “Meu povo se perde por falta de conhecimento!”

Aqui perdi os leitores puritanos.

Nos últimos anos vemos grandes escândalos políticos no Brasil, de maneira que todos se acham cientistas políticos e ficam repetindo baboseiras que nem sabem onde ouviram e pensam que é sua própria ideia. Todos querem mostrar como entendem de política, gozado que estes mesmos elegeram a corja que assola nosso país. Naquela época não entendiam de política? Ou será que são pessoas de ideias moldadas, que sempre estarão defendendo interesses sem saber? É o famoso idiota útil.

Não vou nem citar os efeitos da mídia e sobretudo da televisão sobre a família.

Encerro por aqui insatisfeito com o texto, com o país, com os comentaristas de plantão, enfim com quase tudo que a ideologia do mundo moderno nos proporciona. Encerro para não perder mais leitores e porque já estou cheio desse assunto. Deus abençoe o Brasil.

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