Iranianos podem estar infiltrados no Brasil

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Mohsen Rezai em protesto em Teerã contra os “crimes” dos Estados Unidos, na sexta-feira (03/01).

As ameaças feitas hoje (05/01) por Mohsen Rezaei, ex-líder da Guarda Revolucionária do Irã, ao principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio, Israel, reacendeu temores sobre eventuais ações de terroristas islâmicos no Brasil, país que voltou a se aliar a Washington desde o início do governo Bolsonaro em 2019.

A preocupação com a possibilidade da presença de jihadistas no Brasil foi sucitada novamente há menos de um mês, após os Estados Unidos aplicarem sanções econômicas à Venezuela por “corrupção sistemática” na venda de passaportes a cidadãos iranianos, sírios e libaneses.

Suspeita-se que organizações terroristas islâmicas tenham usado, pelo menos desde 2016, o Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Extração (Saime) da Venezuela para infiltração de terroristas na América Latina através do fluxo migratório. Cerca de 500 imigrantes entram no Brasil todos os dias através da fronteira da Venezuela com Roraima, se somando aos mais de 220 mil venezuelanos que já vivem atualmente no Brasil.

Rumores similares acontecem desde 2010, quando o governo Lula doou um terreno de 16 mil metros quadrados em zona privilegiada de Brasília para a construção da embaixada dos Territórios Palestinos que foi inaugurada no início de 2016.

A região palestina da faixa de Gaza é controlada pelo grupo terrorista Hamas, que é financiado pelo governo do Irã através de pelo menos 30 milhões de dólares mensais. A hipótese de que a embaixada palestina seja uma área soberana do Hamas no Brasil foi levantada após a afirmação de Ibrahim Alzeben, embaixador palestino no Brasil, que “Israel tem de desaparecer”, feita em outubro de 2011 numa palestra a alunos da Escola de Direito da FGV.

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