Transexual processa Nike em mais de US$ 1 milhão por uso de pronomes de gênero errados

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Uma ex-contratada da Nike entrou, no final de dezembro, com uma ação de direitos civis pedindo US$ 1,1 milhão da empresa de artigos esportivos e da empresa de TI Mainz Brady que a empregava, alegando assédio baseado em identidade de gênero devido ao uso de pronomes errados.

Jazz Lyles, uma mulher biológica que se considera “transmasculina/não-binária”, foi engenheira de computação na sede da Nike em Oregon e muitas vezes teve seu gênero mal interpretado por seus colegas, de acordo com o processo.

“Quando alguém se recusa a reconhecer a identidade de gênero de uma pessoa ou insiste em se referir a ela por um gênero ao qual não ela se identifica, isso causa danos reais e significativos”, diz a queixa. “Isso é particularmente verdade quando acontece repetidamente todos os dias”.

Segundo o processo, Lyles desde o início tentou educar seus colegas e pediu para ser chamada pelos pronomes “they/them/their” (eles/deles), mas em várias tarefas foi repetidamente confundida por funcionários da Nike e por contratantes da Mainz Brady. Um colega de trabalho recusou-se a usar tais pronomes devido a razões religiosas, outro trabalhador não queria trabalhar com Lyles.

“A Nike supostamente promoveu uma cultura de trabalho de ‘mentalidade de atleta de clube de meninos’ que era hostil a pessoas que não se encaixam nos estereótipos de gênero”, informou a CBS News.

Jazz Lyles, que se identifica como “transmasculina/não-binária”

A empresa realizou uma sessão de treinamento sobre pronomes de gênero apenas com os colegas imediatos de Lyles, em vez de incluir todo o departamento. Isso teria “exacerbado o relacionamento de Lyles com sua equipe”, informou a CBS News. De acordo com a denúncia, ela acabou recorrendo a licença médica e trabalhando em casa para servir o restante de seu contrato.

“Nenhum de nós conhecia seus pronomes preferidos”, disse Paddu Ramachandran, gerente da Nike com quem Lyles havia trabalhado. “Empregadores como a Nike têm a responsabilidade de apresentar um local de trabalho seguro e garantir que os funcionários respeitem os pronomes de gênero de seus colegas de trabalho”, disse a advogada de Lyles, Shenoa Payne, à CBS News.

“Lyles é livre para se referir a si mesma como quiser e se vestir de qualquer estilo que não viole as políticas da empresa. Mas e os direitos de liberdade de expressão de seus ex-colegas de trabalho que podem ter opiniões diferentes?”, observou Jazz Shaw, editor do site Hot Air.

A Nike, em comunicado, disse que a empresa “está comprometida com uma cultura de diversidade, inclusão e respeito, onde todos podem ter sucesso e realizar todo o seu potencial”. O escritório de advocacia que representa a companhia, Stoel Rives, afirmou que: “Lyles era uma contratada medíocre com um conjunto limitado de habilidades… As alegações de Lyles são sem mérito.”

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