A importância do conservadorismo e de Olavo de Carvalho

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O Brasil é naturalmente conservador, desde o tempo do império — quando haviam apenas dois parlamentares republicanos e o restante monarquista —, nos tempos de 1964 quando o povo saiu às ruas na “Marcha da família com Deus” — um nome bastante conservador — ou quando no Regime Militar — já passando da conta em 1985 — o povo saiu para exigir eleições diretas.

O Brasil é pátria de pessoas conservadoras e democráticas, mas quando algo que nos é natural começa a ser silenciosamente cerceado, sem que percebamos vamos perdendo nossas próprias características e outros ditam nossos passos.

Nesta situação de opressão e aprisionamento uns recorrem à vida intelectual, para que o intelecto os salve da opressão, outros recorrem à força. E quando ambos se encontram, olham-se e veem-se, têm a clara impressão, ou melhor, a certeza, de que em sua frente está um grande irmão na luta pelo fim de sua opressão. O esforço intelectual, aliado à vontade e à energia, produzem homens fortes e conscientes de quem são, do que querem e do que precisam fazer.

Ora, poderá o meu interlocutor, que é a quem respondo, dizer que esta é a fórmula para um regime autoritário e cruel. Ele pensará assim caso não entenda a diferença existente entre compreender a realidade e lutar por ela, e forjar uma realidade utópica e a impor pela força aos demais.

O que assistimos nos últimos anos foram pessoas que há muito tempo vêm estudando e tentando entender o contexto político do Brasil. Não há dialética nenhuma nisso. Aqui entra o papel exercido pelo nobre Olavo de Carvalho, que por muito tempo de sua vida dedicou-se a conhecer a fundo tudo que lhe fosse proposto por experiência de vida e leitura, num esforço quase gnóstico e que só não se rendeu a essa concepção errada e fria por muita honestidade.

Muitos liderados e amparados por ele dedicaram-se fortemente ao estudo tanto da filosofia, como das artes e da política. Já outros, guardavam dentro de si um sentimento patriótico, mas que não foram apresentados ao estudo ou a qualquer coisa do tipo, só têm a vontade. Esses são enérgicos, e sabemos que os enérgicos não dosam bem as emoções, por isso, meu caro, não é justo imputar-lhes o tom de pessoas que são dominadas pelo sentimento.

Dois pontos importantes agora: Não há uma adesão irracional à direita, mas sim uma adesão natural. É natural a essas pessoas, entretanto elas não vão se sentar e ler tudo sobre ser um conservador. Em sua maioria, os novos conservadores são pessoas de vidas simples que se identificam com um Brasil endireitado. O segundo ponto é que Bolsonaro não é um projeto de ditador, só um desconhecedor do que seja ditadura ou dos regimes autoritários da história negariam tal fato, o que seria pueril e ridículo.

Dizer que o presidente e Olavo dividem o país é uma afirmação insana. Óleo e água não se misturam. Juntar pais de família, estudantes, empresários e trabalhadores a bandidos é um crime hediondo. Dizem que eles utilizam-se da dialética porque fazem isso, o que é ridículo.

Aristóteles afirmava que o sábio procura saber de todas as coisas e não tudo sobre todas as coisas. Não é necessário conhecer a teoria e a obra de Paulo Freire para saber que ela aplicada é desastrosa, basta olhar os índices e conversar com pessoas que se formaram neste tempo.

O público de todos que se opõem ao lulopetismo se deve a esta ascensão conservadora e por conseguinte a Olavo de Carvalho, afinal, sem o espaço aberto por esses, provavelmente estaríamos calados pela censura comunista. Fora do nosso conhecimento há fatores que influenciam diretamente a política do cotidiano, portanto devemos nos ater a isso antes de emitir uma opinião que nos pareça clara.

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